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sábado, outubro 11, 2003

Dilúvio 

No A bordo, onde se vive uma espécie de ambiente crepuscular, diferente de tudo o que já encontrei em um mês de blogosfera, fala-se hoje do Dilúvio e no arquétipo que ele representa para os crentes e para o mundo. Diz que: "À afirmação de que a destruição traz consigo a renovação, contrapõe: É a renovação que traz consigo a destruição."
Ou talvez, por outras palavras, não há verdadeira redenção sem destruição, sem morte. É por isso que os verdadeiros crentes veem a morte como um caminho de regresso.
Já agora, não foram os judaico-cristãos que inventaram o Dilúvio. Já o Livro de Gilgamesh, babilónio mas de antiquíssima tradição suméria, fala-nos dele em termos próximos do Génesis. Lá diz-se: "Quando os Deuses criaram o Homem atribuiram-lhe a Morte; mas a Vida, essa, ficou com eles".
O rei Gilgamesh revoltou-se contra este destino atávico e nessa revolta procura por toda a Terra a fonte da vida eterna. E é neste caminho que ouve uma história antiga, a do Dilúvio, e é Enlil, o pai dos deuses, que lhe diz: "Foi-te dada a realeza sobre o mundo, esse era teu destino. A vida eterna no mundo não é o teu destino."
É Cristo que nos vem dizer onde fica a nossa vida eterna.

(citações parciais de Luís Alves da Costa)

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