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domingo, outubro 19, 2003

Terço vivo para o Papa 

Não fui. Não fui porque tenho alguma aversão a celebrações multitudinárias mas sobretudo porque sempre tive uma difícil relação com o terço enquanto momento de oração. Fruto talvez duma formação catequética deficiente e tardia nunca consegui senti-lo como algo que me aproximasse de Deus. A ladaínha faz-me perder o sentido profundo da palavra. Para mim sempre valeu mais uma Avé Maria ou um Pai Nosso solitários, pronunciados do fundo da minha alma do que um rosário inteiro. Aceito no entanto que, como instrumento de oração colectiva, como instrumento de comunhão entre fiéis, o terço funcione com eficácia.
Seja como fôr, não estive lá mas gostei do que, vendo pela televisão, senti haver passado pelo Jamor. Senti Fé verdadeira em muitas caras (não em todas, claro). Senti que em toda a cerimónia esteve tudo no lugar e no tempo certos, senti inspiração divina nas palavras de D.José (já agora, que andou um tanto arredada na sua entrevista de 5ª feira na RTP). Senti uma vez mais que este Papa, provavelmente mais do que os seus antecessores, representa para os católicos um papel muito acima de todos os outros papéis. Não tanto o papel de chefe da Igreja, mas o de centro, de coração de todos nós católicos. O papado com João Paulo II reassumiu profundamente o seu atributo original: o de vigário de Cristo na Terra.

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