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quinta-feira, dezembro 18, 2003

Advento (2) 

Nestes dias de chumbo valem-me os escapes de sempre: o amor incondicional dos meus filhos, o amor exigente da minha mulher, a música, no carro, em casa, no computador, música nova, música já velha conhecida, e a leitura, sempre. Só que já não consigo ler livros grandes e densos. O meu espírito está demasiado turbulento e ansioso para isso. Na minha mesa de cabeceira repousam, interrompidos, "Agostinho" de Peter Brown, "Império" de Gore Vidal e o "Baghavad-Guitá" de Vyassa. Já só consigo ler livros pequenos ou livros de contos ou de ensaios, lineares e simples. Foi por isto que retornei a um livrito, lido há muito e sem grande atenção, perdido na minha estante ao pé de guias turísticos: "O Profeta" de Khalil Gibran.
Nele redescobri uma fonte de paz interior. Nele descobri agora alguns novos alicerces para a minha Fé. É um livro religioso, sem ser de nenhuma religião. Fala um pouco de tudo e no fim diz que só esteve a falar de religião.
Fala sobre a oração e diz que "Deus só ouve as nossas palavras quando é ele a falar pela nossa boca".
E foi seguramente Deus que pôs na boca de Gibran a seguinte prece:

Meu Deus,
É a Tua vontade que quer em nós
É o Teu desejo que deseja em nós
Não podemos pedir-Te seja o que for
porque Tu conheces as nossas necessidades
antes que elas nasçam dentro de nós.
Tu és a necessidade e dando-nos mais de Ti, dás-nos tudo
.

Bem.

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