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segunda-feira, dezembro 01, 2003

Azimutes 

Já aqui escrevi sobre Azimutes. Era um blog marcante, onde eu pressentia uma busca ansiosa de Deus, não em livros e escrituras, mas no próximo, no riso de uma criança, no sofrimento de um amigo, nos olhares dos alunos da Inês. Essa busca era, como disse, ansiosa, telúrica, eufórica quando um sinal era encontrado, quase desesperada quando se descobria que era mais um equívoco. Mas era uma busca honesta, sincera e que se expunha a todos os que a liam. Acontece que aquilo que eu receava parece ter acontecido. Azimutes pereceu, e (quase) em holocausto.
Há tempos, o Fernando falava-nos das vítimas de sofrimento, sobre quando era infligido pelos outros e quando auto-infligido. Este é muito pior pois mais difícil de ver, de reconhecer e, portanto, de ser combatido. Dizia ele: "porque não vemos os actos com que nos vitimamos".Nesses casos combatemos tudo menos aquilo que, estando em nós, nos causa efectivamente o sofrimento. Mas em qualquer dos casos o sofrimento é sempre digno, pode sempre ser criador.
Inês, só a conheço pelo que escreveu. Nada mais sei de si. Contudo, gostei de a conhecer, gostei de ler o que foi escrevendo no seu blog. Por isso, peço a Deus que a ilumine com a Sua Graça.

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