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quinta-feira, dezembro 11, 2003

Palavras 

Amigo e vizinho,
Eu também tenho medo daquilo que calo mas tenho um medo muitíssimo maior do que falo e escrevo. Conforme lhe disse, eu acho que as palavras são instrumento do mais insidioso dos pecados, o orgulho. O silêncio, esse, pode ser sinal de cobardia mas costuma mais ser sinal de humildade. Muitas vezes escrevo aqui aquilo que sinto não só porque o sinto mas porque me agrada escrevê-lo, agrada-me encontrar as palavras certas e belas para o exprimir. Aquele post sobre os colunistas, comecei a escrevê-lo por irritação mas acabei-o saboreando uma auto-satisfação pueril e estéril. Até discernir em mim um daqueles tristes colunistas de que eu falava.
Eu tenho o pavor do orgulho. Ele está em mim e destrói-me enquanto homem e enquanto crente. É ele que me faz amar os meus defeitos apesar de me arrepender dos meus pecados. Orgulhar-me da minha Fé é algo que a desvaloriza aos meus olhos e certamente aos de Deus.
Eu preciso muito de ter cuidado com as palavras e fazer como você: deixá-las cair. Pois as nossas palavras pouca importância tem perante a Palavra. A nossa Fé não precisa de muitas palavras para ser exprimida: só precisa das palavras certas.

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