<$BlogRSDUrl$>

quarta-feira, março 31, 2004

3x1=1 

Já aqui falei bastante do Pai, que é a forma como entendo Deus. Já aqui falei do Filho, que é a forma como entendo o Amor de Deus. Mas do Espírito Santo pouco tenho falado. Durante muitos anos considerei-O como uma mera figura de estilo teológica, uma espécie de avatar cristão, invisível e insusceptível de descrição. Mais tarde aprendi a reconhecê-lo, na sua presença mas sobretudo na sua ausência. E hoje entendo-O como a inteligência de Deus em nós, algumas vezes presente, tantas vezes ausente, expulso, amordaçado pela nossa própria inteligência (ou estupidez).
Hoje sei que Ele existe porque acontece-me muitas vezes sentir duramente, quase fisicamente, a sua falta em mim. Nessas ocasiões, como agora mesmo, é bom invocá-lo, pedir-lhe para que volte a fazer-se sentir:

Vem, Espírito Santo,
pois sem Ti, Deus está longe,
Jesus ressuscitado perde-se no passado,
o Evangelho parece letra morta,
a Igreja uma simples organização,
a autoridade, um mero exercício de poder,
a missão, uma propaganda,
o agir moral, um agir de servos.
Contigo, no entanto, ó Espírito Santo,
o Cosmos revive,
o Ressucitado faz-se presença,
Deus está perto,
o Evangelho é fonte de vida,
a Igreja torna-se comunhão,
a autoridade é um serviço,
a liturgia torna-se viva e pentrante,
e o agir humano, ético e moral,
é um caminho para a liberdade


(Cardeal Martini)

This page is powered by Blogger. Isn't yours?