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segunda-feira, março 22, 2004

Voltar para casa (2) 

Ó Senhor,
Tu não me deixaste partir para longe de Ti.
Se por vezes me aconteceu esquecer-Te,
Tu meu Deus, Tu sempre me suportaste e socorreste.
Quando o meu corpo e a minha alma não podiam aguentar mais,
gritei por Ti do fundo do abismo.
Imediatamente acorreste e me estendeste a mão,
arrancando-me ao pântano da minha miséria
e restituindo-me a alegria da Tua salvação.
Eis, Senhor, o que eu fui, eis o que eu sou.
Hoje volto inteiramente para ti!

Vêde a figura que fiz diante de ti, Senhor!
Face a face com o Teu rosto,
ela chama-se miséria, ó soberana misericórdia!
Não Te escondo nada destes cantos e recantos mais secretos da minha vida,
Tu o sabes, ó divina Verdade.
E peço-Te, que tudo em mim seja claridade na Tua presença.
Porque eu não receio a ninguém como a mim mesmo.
Tenho tanto medo de me deixar enganar,
sem que o saiba ou mesmo conscientemente.
Mas é em Ti que eu creio, Senhor, és Tu quem eu espero.
Dá-Te a mim, porque eu não procuro mais ninguém.
Tem piedade de mim, Senhor, ergue-Te, vem ao meu encontro e vê!
Quero permanecer firme na Tua fé, e quero crescer na esperança.
E, quanto ao Teu amor, eu me agarro a ele
como um pobre e um mendigo diante de Ti

(oração de Guilherme de Saint-Thierry)

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