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segunda-feira, abril 05, 2004

Meditação ingénua pós-leitura de “A mancha humana” de Philip Roth, ou o espectro de Coleman Silk, ou uma deriva calvinista deste católico José 

Ninguém é o que parece
mas, se olharmos bem,
toda a gente parece
aquilo que verdadeiramente é
e, apenas por isso,
merece sê-lo.

Podemos fugir,
libertarmo-nos de tudo,
dos outros, do mundo,
até de Deus.
Mas não nos libertaremos
nunca de nós próprios
e do Deus que está em nós.

Podemos transformar
a nossa aparência,
até a nossa substância,
mas não a nossa essência
pois esta vem de Deus.

Foi-nos por Ele entregue
e não a podemos negar.
Podemos tapá-la sob
a construção do nosso eu,
mas já perto do nosso fim,
antes de vermos a Deus,
Ele obrigar-nos-á de novo
a ver a nossa essência,
tal qual ela é,
tal qual não quisemos
talvez que fosse.

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