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sexta-feira, abril 30, 2004

Rumos 

Nesta semana de (mais um) impasse tenho derivado um bocado pela blogosfera, coisa que não fazia há muito. E descobri uns blogues interessantes que já puz ali ao lado.
Comecemos por um, descoberto com surpresa numa pesquisa feita no Google. Andava eu à busca de coisas sobre a Rita Wemans e aparece-me um blogue a dizer enchamos tudo de futuros! Muito bom. A Rita era alguém que dizia que "vale a pena sorrir quando o que esperam de nós são lágrimas".
Sempre simpatizei com os bahá´is. Eis uma religião que nunca foi corrompida pelo poder secular. Nunca teve cruzados nem mujhaedins. Nunca teve inquisidores nem salafitas. E sempre desejou um sincretismo universalista. Sempre se acharam crentes das crenças dos outros. Posso estar enganado mas penso que nunca ninguém matou em nome de Bahá. Encontrei-os agora na blogosfera, o povo de Bahá. Deus os abençoe.
E para terminar, algo muito especial. Eis um blogue que, como todos os blogues, mas talvez mais ainda, deve ser lido do princípio. É dum brasileiro, culto e inteligente, imigrante (sem papéis?) em Lisboa e que, com uma humildade e simplicidade desarmantes, procura encontrar o seu lugar nesta cidade menos acolhedora do que se apregoa. Estou a falar das Cartas de Lisboa. Não resisto a trancrever o seu primeiro post, que serviu para o sub-título do blogue:

Se vens a uma terra estranha
curva-te
se este lugar é esquisito
curva-te
se o dia é todo estranheza
submete-te
- és infinitamente mais estranho



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