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segunda-feira, maio 03, 2004

Tomé, com sombra de dúvida 

No evangelho de hoje (João 14), fala-se novamente de Tomé. Passa-se na última ceia e está Jesus a dizer: "E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho. Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim".

Decididamente gosto de Tomé, o apóstolo que duvida, sempre que aparece no Evangelho. Gosto dele porque ao ter duvidado que Cristo tivesse aparecido aos restantes fez com que Ele aparecesse novamente para que Tomé o visse. E para que Tomé caísse de joelhos e soltasse aquele grito abismado, ao mesmo tempo deslumbrado e dorido, grito nunca dito por ninguém até esse momento: "Meu Senhor e meu Deus!". Um grito de quem viu finalmente a Verdade e lamenta não tê-la visto antes. Gosto dele novamente porque hoje foi ele a dizer a Jesus a dúvida que ia na cabeça de todos os outros: "qual é o Teu caminho?". E ao perguntar isto proporciona a que Jesus diga a ele e a nós todos uma frase luminosa que tudo define, tudo resume: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!

Tomé não tem medo das dúvidas, não tem medo de levantar interrogações. E teve a graça de ter tido resposta às suas perguntas, subindo assim para um novo patamar da Fé.
Tomé mostra-nos que, tal como na Razão, também na Fé a dúvida tem um papel determinante no caminho da Verdade e da Luz. Por muito que nos doa termos dúvidas devemos dar graças por tê-las. Pois é de dúvida em dúvida que chegaremos a Deus.


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