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domingo, junho 06, 2004

3 em 1 

Hoje a Igreja festeja a Santíssima Trindade e fá-lo lendo-nos: "Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir. Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer".
Ou seja a Igreja celebra a Trindade Divina recordando a invocação do Espírito Santo pela própria boca de Jesus.
O conceito trinitário, tão antipático às outras religiões monoteístas, tão polémico nos primórdios da Igreja, tão ininteligível hoje ainda para tantos cristãos, é algo que parece um preciosismo, ontológico e também figurativo, da teologia cristã. E muito por causa do Espírito Santo, entidade abstrata e aparentemente inútil na nossa Fé. Já aqui disse que durante muitos anos entendi-O como uma mera figura de estilo teológica. Se eu discernia bem o Pai e o Filho como entidades ontológicamente diferentes ainda que unas, já não percebia a razão de ser do Espírito Santo.
Hoje contudo, fruto de reflexão e também de alguma experiência pessoal, já não penso assim. Hoje sinto claramente o Esprírito Santo exactamente como Jesus O descreveu, como realidade actuante em nós.
Se o Pai é a forma como entendo Deus, se o Filho é a forma como entendo o Amor de Deus, já o Espírito Santo esse entendo-O como a inteligência de Deus em nós, algumas vezes presente, tantas vezes ausente, expulso ou abafado pela nossa própria inteligência. E, curiosamente, acontece-me sinto-Lo em mim quase sensorialmente. Para ser mais preciso, se por vezes (poucas) sinto a Sua presença, muitas vezes sinto duramente a Sua ausência.
E é assim que eu O sinto, acredito e entendo...

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