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terça-feira, junho 15, 2004

Post a 15 de Junho 

Sei bem que não lerás isto. Para ti a Net é uma perda de tempo e, até certo ponto, terás razão. Mas como não lerás isto terei de to repetir logo à noite, claro. E o que eu quero dizer-te é algo que sinto todos os dias, normalmente sem me aperceber sequer. É uma coisa prosaica e pequenina. Mas é-o porque estás aqui, comigo, sempre. Se não o estivesses, então sim, essa coisa seria uma coisa grande, poética e triste. Mas como estás aqui, comigo, sempre, parece uma coisa prosaica e pequenina. Mas não o é de forma nenhuma. É algo que me confina mas me faz crescer. É algo que me deixa aqui que é onde eu quero estar. É algo de que se calhar não tens a certeza mas que é absolutamente certo.
O que te quero dizer é tão simples: fazes-me falta! Estás comigo, eu tenho-te e tu tens-me e temos os nossos filhos e eles tem-nos aos dois com eles. Mas continuas ainda assim a fazer-me falta. É como uma sede que não se sacia com água, mesmo muita que seja. E é uma falta que me enche, me completa. E me alegra.
Talvez porque o caminho atrás de nós tenha sido por montes e vales, por precipícios e planuras. Talvez porque houvesse algo que sempre soubemos que tínhamos de preservar. Talvez porque essa coisa entre nós seja mesmo um sacramento. Talvez porque, como uma vez disse um bom amigo meu aqui da Net, sim da Net, o amor seja um exercício da vontade. E que a vontade tenha afinal um importante papel a desempenhar. E que o amor se traduza em actos que visam minorar ou prevenir o sofrimento e a infelicidade. O teu e o meu e o dos nossos filhos.
Fazes-me falta, portanto, e ainda bem que assim é. Era apenas isto o que eu te queria dizer

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