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quinta-feira, julho 08, 2004

Crise existencial 

É com alguma alguma melancolia que olho para o meu blogue e constato o esvaziamento de conteúdo ocorrido nas últimas semanas. Aliás, antes de mim, já houve alguns leitores atentos e exigentes que o notaram e mo fizeram notar.
Podia dizer que uma vida profissional cada vez mais complicada é a razão deste facto. Mas não estaria a dizer a verdade toda. O facto é que este blogue tem uma única razão para existir: ser um veículo para eu reflectir sobre a minha Fé e partilhar as minhas reflexões com quem tenha paciência e interesse em me ler. E isto é razão pelo facto de eu ter efectiva necessidade em o fazer. Ajuda-me a crescer na Fé mas também e mais prosaicamente, ajuda-me a manter íntegra a minha sanidade mental que é a sanidade que eu mais prezo. Acreditem que, até há uns tempos, eu sentia uma imperiosa necessidade de pensar, escrever e publicar um post com um mínimo de profundidade, quase diariamente!
Ora acontece que surgiu entretanto aí um projecto fascinante que é a Terra da Alegria. Este dá-me exactamente a mesma remuneração interior que me dá o Guia, acrescida do facto de ser um espaço onde a minha opinião se cruza e confronta com a da malta fantástica que lá encontrei. E, isso não é dispiciente, é um espaço semanal e portanto muito mais fácil e cómodo para gerir o meu tempo. Acreditem que, mesmo involuntariamente, vou guardando o melhor das minhas reflexões para a Terra da Alegria. E daí a maior dificuldade em manter o Guia.
É claro que eu podia mudar um bocado o carácter que o Guia tem, começar a falar de outros assuntos de que, como terão reparado, nunca falei. Tornar o Guia num blogue de posts curtos e sobre a actualidades, pôr umas imagens bonitas e dizer umas coisas crípticas e profundas. Acontece porém que não o vou fazer pois não sinto a mínima necessidade de ter um blogue assim. O Guia ou continua como é ou deixa de fazer sentido para mim.
Ora, eis talvez a razão de estar a escrever este post agora e aqui, directamente no blogger. No fundo sinto-me como aqueles poetas da corte da D.Maria I que se arrastavam pelos salões “aguardando mote” para poderem glosar, coitados. E é assim que me encontro. Conto então com os meus leitores, aquela dúzia de pessoas excelentes. Que me digam “lá vai mote” e me mandem mails com perguntas, desafios, insultos, anátemas, o que quiserem. Inspirem-me, caraças! Que eu lá irei respondendo.

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