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domingo, julho 11, 2004

Crise presidencial (2) 

Terminemos de vez o comentário político aqui no Guia. Apenas para escrever 2 ou 3 considerações finais.
Perante a surpreendente decisão presidencial o meu primeiro sentimento foi de alegria, embora não de alívio. Essa alegria fugaz talvez se tenha devido a um pavloviano reflexo ideológico da minha parte. Ou talvez ao gozo que o inesperado sempre produz em mim. Agora passados 2 dias, esse sopro de alegria já se desvaneceu por força da perplexidade do “e agora?”. Mas há uma outra coisa que me fica.
Eu mantenho o que disse na 6ªfeira sobre o Presidente. Continuo a achar que esta crise devia ter sido morta à nascença, através duma posição rápida e clara do PR, logo à partida. Tenho para mim que os problemas devem sobretudo ser evitados, muito mais do que resolvidos. Principalmente para um PR.
Contudo, não posso deixar de registar o facto de a decisão tomada, certa ou errada, tê-lo sido contra o que era mais cómodo e mais fácil para quem a tomou. Sampaio optou afrontando, talvez irremediavelmente, toda a sua família política. Abdicou da saída em ombros. Como ele não será masoquista, deduzo que ele decidiu, bem ou mal, atentando apenas ao interesse nacional. O que parece inaudito nestes tempos que correm, em que os políticos fogem para Bruxelas ou para casa, ao avolumar das dificuldades. E como eu aprecio imensamente a coragem dos tímidos, a espécie de coragem que não nasce da panache mas sim duma amarga noção do dever, sinto que tenho de tirar o chapéu a Sampaio. Exclusivamente por isso

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