<$BlogRSDUrl$>

segunda-feira, julho 26, 2004

Hombre, qué calor! Si amigo, mucho calor... 

Depois de uma semana em que trabalhei vergado pelo peso de um ar condicionado decidido a não funcionar, fui passar um fim de semana num sítio em que a temperatura do ar teimou em manter-se acima dos 40º e a da areia da praia essa esteve sempre acima dos 60º! Um vizinho de toldo quando corria a atravessar o areal até à água hesitou por momentos, parou e ficou logo com queimaduras do 3º grau na planta dos pés! Na noite de sábado para domingo, pelas 3 da manhã tomei uma decisão heróica, inédita para mim desde há mais de 20 anos: dormir ao relento. Acordei pelas 7 da manhã sob um calor insuportável para ir a correr tomar um duche frio. Enfim, tem sido um antegosto do inferno, na sua visão térmica, claro está.
Serve isto tudo para informar quem (ainda) me leia que o meu espírito, ainda que não a minha alma, se encontra em estado de deliquescência acentuada. É extraordinário a correlação directa entre a temperatura ambiente e a ausência de pensamento elaborado...mas é bom dizer que estou a falar de mim próprio, não estou a generalizar, não vão os meus colegas da Terra acusar-me de determinismo geográfico, setentrionalismo sectário e outras coisas feias.
Até porque há ainda gente capaz de pensar e escrever coisas profundas e belas. Senão veja-se a edição de hoje da Terra de Alegria, com o Marco, a Marvi, o Lutz e o Zé Filipe a dar o exemplo da boa utilização dos talentos.
Umas frases apenas, à solta:
"A relatividade cultural nunca devia ser usada como pretexto para violar os direitos humanos, uma vez que estes direitos incorporam os valores mais fundamentais das civilizações humanas."
"A Verdade, que não tem fronteiras nem condições, não é passível de ser organizada... Não é possível fê-la descer para nós, cada um tem que submeter ao esforço para subir para Ela."
"É possível acreditar em Deus apesar do mal, porque as razões de acreditar nada têm a ver com a necessidade de explicar a origem do sofrimento(...)E no meio do sofrimento maior é possível descobrir ainda que há quem avance solitaria­mente no caminho da renúncia à própria queixa, chegando, como Job, a amar Deus por nada, isto é, a amar por amar."
"Compromisso e oração são duas faces da mesma moeda(...)um cristianismo vivido sem verdadeiro encontro com Jesus Cristo cai em activismo ou ideologia(...)É a oração que evita que a leitura crente se transforme em ideologia. A realidade tem muitas leituras. Quem pode estar certo que a sua é a correcta e inocente?"

This page is powered by Blogger. Isn't yours?