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segunda-feira, outubro 18, 2004

Extra ecclesiam nulla salus 

Mesmo em latim soa mal dizer-se que não há salvação fora da Igreja. O bom Frei Bento Domingues, que se está a tornar para mim uma espécie de guia espiritual, insurgia-se ontem contra os integristas católicos que rosnam contra os responsáveis de Fátima pelas suas iniciativas ecuménicas e de diálogo inter-religioso, na senda aliás da espantosa iniciativa de João Paulo II do encontro de Assis. Não será de espantar que estes émulos dos salafitas islâmicos venham sobretudo do além-atlântico, onde a Lei de Talião, revogada por Cristo, parece ressurgir de novo no coração dos homens. O que espanta é que estas movimentações indignas não sejam repudiadas com mais vigor pelas cúpulas da Igreja. Se o permitirmos, estes "guardiões" da Palavra de Cristo tornar-se-ão no Seu caixão. Como pretender que o catolicismo (universalidade) possa sê-lo sem inclusão, sem se abrir e sem se oferecer aos outros?
Citando o Frei Bento:

Mas a Fátima vai quem quer. E ao tornar-se um centro ecuménico e inter-religioso, o diálogo deixa de ser uma reserva de alguns especialistas e de altos dirigentes religiosos. É tarefa de pessoas e grupos que, de diversas famílias religiosas, se juntam para rezar. E, como diz o filósofo L. Wittgenstein, a oração é o pensamento do sentido da vida. Os que se reúnem com vontade de rezar abrem caminhos de paz entre as religiões. Fazem delas focos de paz entre as nações.

Já agora, o ecumenismo não se vive só em Fátima, o Tiago encontrou-o ontem em Cedofeita.

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