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segunda-feira, outubro 04, 2004

Veritas filia temporis 

A verdade é filha do tempo. Se é assim mesmo (e o JPP assegura-nos que sim), então justifica-se desta forma o meu silêncio perante as fascinantes coisas que tem sido debatidas pelos meus companheiros da terra, como hoje se dá mais um exemplo, pelo Zé Filipe, Lutz e Marvi.
Quero eu dizer que aqui pretendo sempre falar em verdade e que o tempo tem-me desaparecido por entre as mãos. Não queria contudo deixar passar uma coisa relacionada com alguém que eu cito muito por aqui, o frei Bento Domingues. É que à medida que o vou lendo no Público cresce a minha admiração pela maneira como este homem de Igreja constrói e comunica a sua Fé. Muitas vezes a Fé é tão importante para nós que a queremos defender a todo o custo, preservá-la da dúvida, protegê-la das arestas do mundo. E nesse cuidado desviamos os olhos daquilo que nos pode desafiar a Fé, tal é o medo de a perdermos. Mas ao fazermos isso estamos a menorizá-la e a desvalorizar a confiança que devemos ter em Deus e em nós próprios. Estaremos assim também a torná-la mais tímida e, no fim, a enfraquecê-la. É por isso que eu acho que não devemos recear os índexes, nem conhecer melhor o lado mais negro da história da nossa Igreja, nem conhecer as razões daqueles que não creem. Se conhecermos isso tudo e a nossa Fé permanecer, essa será então uma Fé muito mais forte, uma Fé em nome da qual vale a pena orientar a nossa vida.
De há 3 semanas para cá, o frei Bento tem-nos dado o vivo exemplo disso, revelando-nos ele um caso dum sacerdote, um pastor luterano, que vinha exercendo o seu ministério sem acreditar verdadeiramente em Deus. E é sobre isso que ele medita sabiamente naquilo que chamou, e bem, de pastoral da incredulidade (, e partes). Espero voltar a este extraordinário texto.
A ler pelos crentes, para aprendermos a ter coragem na nossa Fé.

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