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domingo, dezembro 12, 2004

A exegese é um desporto radical 

Li ontem no suplemento Actual do inefável Expresso uma interessante entrevista ao também inefável cónego Carreira das Neves (sem link), a propósito do livro A verdadeira história de Jesus de E.P.Saunders. Nessa entrevista, aquele teólogo produz um verdadeiro exercício prático de exegese cristológica. Um exercício que dá bem para ver porquê tantos preferem ignorá-la para ancorarem a sua fé nos terrenos da convicção simplista e acrítica. Cada vez acredito mais que só o estudo desapaixonado das fontes da nossa fé, do seu valor histórico e teológico, levará à nossa plena consciência enquanto crentes em Cristo. Na certeza de que o caminho é estreito e arriscado...Um exemplo, Carreira das Neves dixit: "E nos Evangelhos tudo é em diferido. Tudo. Seja nos sinópticos, seja em João. (...) porque parte tudo da ressurreição."
Simultaneamente, continuo às voltas com o livro que me tem divertido neste último mês, uma espécie de 1001 noites européia, escrita em fins do séc.XVIII pelo polaco Jan Potocki: «Manuscrito encontrado em Saragoça», em dois volumes, editados pela excelente Cavalo de Ferro. Este fim de semana li por lá, numa daquelas inumeráveis histórias, contidas em tantas outras, algo que me fez lembrar coisas ditas na tal entrevista. Fica o trecho para o post seguinte.


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