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segunda-feira, março 21, 2005

Paixão e Fé 

Já Te disse mais de uma vez que acredito em Ti, não como S.Paulo, porque ressuscitaste, mas sim porque morreste. Acredito em Ti e que Tu és o Filho de Deus, porque deixaste que Te matassem. Acredito em Ti porque, podendo fazê-lo, não quiseste descer da Cruz, esmagando os homens com a exibição da Tua omnipotência. Escolhendo morrer publicamente como o mais miserável dos homens, Tu quiseste fazer Tuas todas as nossas dôres. Tu quiseste estar ilimitadamente ao nosso lado. E escolhendo regressar discreta e brevemente junto aos que Te seguiram em vida, Tu quiseste consolá-los com a certeza da Tua divindade.
Mas a nós, os que vieram depois, os muitos que creram sem terem visto, com essa morte tão pública e ressurreição tão íntima, tu quiseste que acreditássemos em Ti livremente. Conhecendo como conheces os nossos corações, Tu quiseste fundar a nossa Fé não na Certeza mas na Esperança, pois não há sentimento humano mais nobre do que esta nem mais perigoso do que aquela. Mais do que isso, deixando-nos com a certeza da Tua morte e a esperança da Tua ressurreição, cumpriste plenamente a Tua missão redentora: mostraste-Te a nós como um Deus que sofre e chora connosco e que quer que O amemos em liberdade e sem temor, tornando desse modo a Fé, o acreditar num Deus assim, em algo que eleva a nossa condição humana. De facto, conTigo no monte do Calvário, a Divindade surgiu ao Homem como nunca antes surgira.
E a mim, que sou um pobre e fraco pecador, deste-me ontem a esperança de poder um dia vir a ser melhor do que sou, vivendo num mundo melhor do que é, simplesmente por acreditar que existe um Deus assim, tal como Tu nos mostraste.

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