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domingo, setembro 18, 2005

This is Major Tom to Ground Control 

This is Major Tom to ground control
I'm stepping through the door
And I'm floating in the most peculiar way
And the stars look very different today

For here am I sitting in a tin can
Far above the world
Planet Earth is blue, and there's nothing I can do

Though I'm past 100,000 miles
I'm feeling very still
And I think my spaceship knows which way to go
Tell my wife I love her very much, she knows


Pois é. Tenho andado tão longe, há tanto tempo, que só hoje, ouvindo o velho Bowie, é que descobri o mote de que andava precisado para a minha reentrada na blogosfera. Espero bem que as placas refractárias estejam todas no lugar e bem presas para que a coisa não acabe mal...
Descobri também, incrivelmente, graças à boa da Maria da Conceição, sempre clemente e compassiva, talvez a minha melhor cliente, que este meu modesto estabelecimento fez dois anos! E já há uma semana! Realmente o sintoma não é famoso: ao fim de dois anos já me esqueço que faço anos. Mas não sendo famoso é sem dúvida sintoma. Ainda não sei bem é de quê. Olho para o dashboard do blogger e o monitor não engana: 12 posts em Junho, 6 em Julho, 2 em Agosto, 0 em Setembro tanto aqui como na Terra. Olho, como sempre, para o trend e fico preocupado. Preocupado não define bem: fico lixado. Lixado porque este auto-proclamado Guia tem uma freguesia curta mas boa. Há por aí dúzia e meia de excelentes pessoas que há que tempos me tem vindo visitar, persistentemente, regressando às suas paragens sem levarem sequer ao menos um daqueles aforismos que eu laboriosamente produzia mas que já certamente alguém tinha pensado e escrito. Ainda assim é chato.
Quanto às razões deste teimoso silêncio elas são variadíssimas e são também minúsculas. Ainda assim vou reflectir, talvez em próximos posts, sobre porque é que nestes tempos de secas, fogos e reaparições fantasmáticas que parecem pragas bíblicas mas mais não são que sinais vivos da deliquescência lusa, nestes tempos de furacões, mensalões e esquadrões, que parecem sinais do Apocalipse, eu permaneça mudo. Eis assim pois o tema que me faltava: nestes tempos que correm como é que é possível eu não encontrar tema ou assunto que levante a minha inércia bloguística? Fiquem pois a aguardar, sentados talvez.
Mas sou uma pessoa educada. Apesar do irreparável atraso, quero agradecer a todos (não foram tantos assim, felizmente) que, ao contrário de mim, não se esqueceram dessa irrelevante efeméride. E, a propósito disso, quero agradecer às pessoas que me fazem querer ficar por aqui em vez de andar por aí. Falo de todos os meus amigos e companheiros da Terra, essa coisa rara, magnífica. Falo em particular das cinco pessoas que, desde o início, me acompanharam sempre, mais do que elas possam pensar: o Fernando Macedo, o CC, o Tiago Cavaco, a Maria da Conceição e o Vizinho do mar. Falo também da Sara Monteiro, do Marcus, e de todos os outros que prefazem a tal dúzia e meia. Duas dúzias, contando bem são duas dúzias.
Digam pois ao povo que fico!

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